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Wonder women

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

(imagens via pinterest)

Maternidade.
Aqui está um assunto que começa a fazer parte da minha vida. Não, ainda não estou em estado de graça. Na verdade, o meu círculo de amigas começa a ficar mais preenchido e como são umas queridas, acham que está na hora de eu mostrar o meu lado ternurento de tia.

É sem dúvida a descoberta de uma nova forma de amar, é a descoberta de um novo mundo, é um transbordar de felicidade, é conhecer o AMOR no seu estado mais puro, mas é também a descoberta e a adaptação de uma nova realidade, nem sempre fácil e positiva. E desse lado devem estar a questionar: como consigo e posso falar de um assunto, que nem sequer senti ainda na primeira pessoa?  Pois bem, a verdade é que me sinto mais do que preparada para fazê-lo e sinto-o, da mesma forma que sinto cada post que aqui fica registado. São conversas, são desabafos, é acompanhar junto delas cada mudança, é ouvi-las e tentar colocar-me no mesmo lugar.
Faço uma pausa de uma semana no exercício físico e já sinto mudanças imensas no meu corpo. Ao vê-las e ouvi-las, só imagino o que será andar 9 meses com o corpo a crescer e a esticar para todo o lado, em todas as direcções e à velocidade da luz. Soa pouco maternal mas é assim a realidade.
Entra o momento do pós-parto.
Essa conversa de "estou exactamente com o mesmo corpo - até acho que estou melhor" não funciona com todas. 90% das mulheres, não têm a boa genética da Carolina Patrocínio por exemplo, que passado 1 semana do pós-parto, apresentava os habituais "six pack" como é conhecida. Há a boa genética, há as sortudas, há as super mulheres - umas autênticas e genuínas, outras mentirosas - até as mais dedicadas no desporto assumem, que há mudanças que só elas sentem e mais ninguém consegue perceber. E isso de dizerem que ser mãe é ter barriga de Homer Simpson ou barriga em gelatina, estrias para o resto da vida e coxas com muito mais celulite é muito bonito escrito, porque na realidade mexe e muito, com uma coisa chamada auto-estima. Não são menos mães aquelas que assumem que não se sentem confortáveis com o seu novo corpo. Ser uma mãe fit também é fixe :)
O corpo da mulher passa por todo o tipo de alterações ao longo de 9 meses - hormonais, sentimentais, psicológicas, físicas - por isso, imaginam o tempo que demora o corpo da mulher, pós-parto, até voltar à sua silhueta antes da gravidez? A juntar a todo este processo: amamentação ou aleitamento, interrupção de sono, pouco descanso, bébé com dores ou cólicas ou outro tipo de dores, banhos rápidos, refeições interrompidas, etc. Sim, porque esta é uma realidade do pós-parto, estas situações são reais, e acuse-se a primeira mulher que não passa por metade destas situações. A maternidade é linda, é perfeita, é única, mas também é dura!
(imagens via pinterest)

O tempo minha gente, o tempo cura muita coisa. E até lá???

1) Não te reconheces;
2) Começas a sentir saudades do teu anterior corpo;
3) A tua roupa toooooda não te fica bem;
4) Sentes-te gorda, inchada, pouco sensual, pouco na moda;
6) Sentes que estás fora do contexto porque não tens nada de jeito para vestir - até tens, mas achas que não, porque o conforto desaparece;
7) Com a agravante de não quereres comprar roupa na esperança de emagrecer...

E esta conversa toda para dar uma introdução ao que vem a seguir. O que vestir nesta fase da vida. Ir às compras de forma consciente e não sair de lá com os nervos em franja e os cabelos em pé porque nada, mas mesmo nada fica bem.

As próximas sugestões de estilo serão exclusivamente dedicadas a elas.

Post em colaboração com as minhas amigas. Obrigada por partilharem este mundo real.
São umas MÃES extraordinárias, maravilhosas, guerreiras e umas corajosas em assumirem os aspectos menos positivos da maternidade.

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